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07/09/2017 - 20h12m

Pioneiras: Escolas Estaduais Oliveira e Silva e Torquato Cabral são referências do Pilar e Capela

Inauguradas na década de 20, as quase centenárias instituições são consideradas patrimônio da história de suas regiões

Pioneiras: Escolas Estaduais Oliveira e Silva e Torquato Cabral são referências do Pilar e Capela

o antigo Grupo Escolar Oliveira e Silva foi a primeira unidade educacional do município.

Texto de Manuella Nobre

Nesta segunda matéria da série em homenagem às escolas históricas da rede estadual, as protagonistas serão as escolas Oliveira e Silva, do Pilar, e Torquato Cabral, de Capela. Apontadas por ex-alunos, professores e gestores como berços educacionais de suas regiões, ambas são consideradas patrimônios históricos tanto pela beleza arquitetônica, quanto pela tradição do ensino. 

 

Oliveira e Silva - Construído sob terreno do antigo Engenho Velho, em 1926, pelo então governador de Alagoas, o pilarense Costa Rego, para homenagear seu tio, o antigo Grupo Escolar Oliveira e Silva foi a primeira unidade educacional do município.

 Ascom/Seduc

“Cerca de 90% da população do Pilar passou por aqui. É uma escola tradicional e continua sendo uma referência. Todos querem vir para cá”, conta o ex-aluno José Inaldo, que hoje acompanha seu neto Ackson Luiz, estudante da 3ª série do ensino médio da escola. 

 

“Tenho muito carinho por esta escola, devo muito ao aprendizado que tive aqui”, reconhece o ex-aluno Sergio Moraes, presidente da Academia Pilarense de Letras e autor dos livros Pilar das Alagoas, recanto das coisas boas (2005) e Um passeio por Alagoas (2008).

 Ascom/Seduc

Ex-aluna, professora e gestora por dez anos, Iraci Ferreira também reconhece a importância daquela unidade para sua vida. “Hoje muita coisa mudou, mas a escola continua com professores muito bons”, observa.

 

Torquato Cabral -  Coincidentemente, outro pilarense, o caixeiro viajante Torquato Cabral, deixou sua marca em Capela, tendo seu nome eternizado no grupo escolar homônimo fundado em 1924. Segundo moradores antigos, foi a primeira escola daquele município, começando a ser construída em 1916, mas sendo concluída apenas em 30 de março de 1924, intervalo ocasionado pela falta de matéria prima (cimento) durante a 1ª Guerra Mundial.

 Ascom/Seduc

“Graças ao Torquato, vejo a educação como uma herança; aqui desenvolvi o gosto pelos estudos, pela cultura. Eu tenho muito orgulho de ter estudado aqui”, ressalta a ex-aluna Maria de Fátima de Lemos Pontes, que voltou à escola anos mais tarde como professora do Colégio Cenecista Maria Imaculada, abrigado durante anos naquele espaço.

 

“Este prédio me deu o alicerce na minha trajetória para que eu conseguisse alcançar meus objetivos e devo muito aos professores e colegas”, considera o veterano radialista Raimundo Jorge.

 

“Quem saía daqui, saía preparado e com emprego praticamente garantido, pois o seu ensino sempre foi referência”, afirma Sandoval Vieira, poeta, cordelista e hoje funcionário.

 

Vigia da escola há 14 anos José Hailton Rodrigues também mantém uma história de amor com a instituição. Ele inclusive sabe o significado de cada símbolo ostentado no prédio. “Esta águia na parte superior ilustra o conhecimento passado pelos professores. Temos ainda a Maria Fumaça, que era o cartão postal da cidade, pois na década de 60, toda cidade corria admirada para recebê-la”, explica José, que considera a unidade de ensino como a sua segunda casa.

 

Futuro - Equivalentes em beleza e tradição, as duas unidades trilham caminhos distintos rumo ao futuro. Com mais de 500 estudantes em três turnos, a Oliveira e Silva oferta, desde o início de 2017, o ensino integral. A escola ganhou melhorias em sua infraestrutura, como laboratórios de informática e de robótica, além de um pátio coberto, e hoje oferece até aulas de dança e de artes marciais para toda comunidade.

 Ascom/Seduc

“O que tem na escola particular, nós temos aqui no Oliveira e Silva. Esportes e atividades pedagógicas. É uma escola pública de qualidade”, afirma o diretor Paulo Buarque.

 

Já a Torquato Cabral, que durante algum tempo ficou cedida à rede municipal, voltou a abrir matrículas na rede estadual este ano, quando a outra escola estadual de Capela, Edite Machado, iniciou a oferta do Ensino Integral. “Hoje a escola conta com aproximadamente 200 alunos, sendo duas turmas de ensino médio regular e duas de Educação de Jovens e Adultos, mas pretendemos ampliar este número no próximo ano”, garante o diretor Carlos Roberto Gomes da Silva.

 

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