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11/07/2017 - 10h20m

Preocupação social e ambiental marcam projetos de alunos da rede estadual

Trabalhos foram apresentados em São Miguel dos Campos durante a etapa regional da Feira de Ciências do Estado de Alagoas (Feceal)

Preocupação social e ambiental marcam projetos de alunos da rede estadual

Projeto científico estuda o aproveitamento de resíduos da pesca do massunim na construção civil Fotos: Valdir Rocha

Texto de Ana Paula Lins

Todos os dias, a pesca de mariscos da Lagoa do Roteiro gera resíduos que poluem o meio ambiente, gerando chorume e mau cheiro. Pensando em ajudar os maricultores locais, alunos da Escola Estadual Tarcísio Soares (extensão Roteiro) desenvolveram um bloco ecológico para uso das cascas trituradas de sururu, ostras e massunim na construção civil.

“Esses restos orgânicos são triturados e utilizados para produção dos blocos, o que traz dois benefícios: deixamos de usar areia e temos um bloco mais resistente e 20% mais barato”, explica a professora de Biologia Flávia Souza, orientadora do projeto.

 O projeto é uma das 21 pesquisas apresentada durante a etapa regional da Feira de Ciências do Estado de Alagoas (Feceal), realizada nesta segunda-feira (10), em São Miguel dos Campos, pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e 2ª Gerência Regional de Educação (Gere).

Cosméticos

Da mesma unidade, surgiram também três cosméticos sustentáveis: um creme anti-envelhecimento à base de colágeno, um hidratante de café e um esfoliante de borra de café.

No primeiro caso, o produto surgiu a partir de uma mistura de base de hidratante, colágeno extraído da pele e pés do frango, água e essência. “Tudo é muito fácil de fazer: a base hidratante você encontra em qualquer casa de cosméticos e o colágeno nós obtemos após o cozimento da pele e dos pés, os quais, após 24 horas de descanso, terão separados o colágeno e a gordura”, explica o estudante Júlio César Rodrigues.

Em seus projetos de hidratante e esfoliante, as estudantes Jaqueline Vieira, Mirele Silva, Renária Mirelle e Maria Aureliano da Silva quiseram dar um novo destino à borra de café, que quando descartada no meio ambiente, libera gás metano, que é inflamável e pode levar à morte quando inalado. “Os resultados foram impressionantes, pois o hidratante de café teve um poder de hidratação maior que os produtos convencionais, enquanto o esfoliante da borra de café ajudou no clareamento das axilas e amenizou celulites e estrias”, afirma Jaqueline.

Alimentação e agricultura

Os projetos apresentados na feira também expuseram ums preocupação com a saúde e a sustentabilidade agrícola. Alunos da Escola Ana Lins, de São Miguel dos Campos, destacaram os benefícios da farinha da semente de abóbora no combate à anemia.

“Por ser muito rica em ferro, a farinha da semente de abóbora pode ser acrescida em diversos alimentos como forma de aumentar sua concentração de ferro. Isso vale tanto para os adolescentes, que não costumam consumir alimentos ricos em ferro, como para as mulheres, em especial as gestantes, que tem uma necessidade maior desse nutriente”, relata a estudante Isabel Tenório.

Já na Escola Estadual Dom Constantino Luers, de Campo Alegre, os estudantes construíram um “robô agrícola” para irrigação, que funciona como um carretel ligado a uma bomba. “Ele possui dois sensores que, quando fixados na terra, identificam se ela está seca e precisa de irrigação”, conta o estudante José Lucas.​

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